AUTOR DE PRIMEIRA VIAGEM – VOICES IN MY HEAD (O começo de tudo)

07 fevereiro

AUTOR DE PRIMEIRA VIAGEM  – VOICES IN MY HEAD (O começo de tudo)


Certamente, se você não é autor, já teve curiosidade em saber como os escritores criam suas histórias, não? E o nome dos personagens? E a trama? E o pano de fundo? E se você é, imagino que tenha curiosidade em saber como seus pares passam por este processo, certo? Eu, pelo menos, tenho. Processos criativos sempre me intrigam, qualquer que seja. A criação de uma pintura, escultura, um filme...Sempre me pergunto como a pessoa conseguiu. 

Outro dia estava vendo um vídeo no youtube de uma música não oficial do Esquadrão Suicida, “Voices in My Head” e não pude deixar de me identificar, não porque eu esteja doida como a Harley Queen – ou pelo menos, acho que não...rs

Para mim, o processo de escrever um livro, começa com uma ideia (inspiração, intuição, ou como queiram chamar) e que muitas vezes fica se repetindo na minha cabeça como seu fosse uma pequena vozinha, quase falando “me escreve, me escreve, vai!” E ela surge nos momentos mais estranhos, acredite! 

Às vezes estou no posto de gasolina e...kabum! Já imagino uma cena onde a mocinha chega pedindo ajuda para o carro que ficou sem combustível a alguns metros dali e, por capricho do destino, conhece o mocinho. Em outras, estou conversando com meu filho e já imagino um diálogo semelhante entre dois personagens...Pois é, para quem tinha curiosidade em saber de onde os autores tiram suas histórias, posso dizer que, certamente, dos lugares mais inusitados!

O duro é, depois de imaginar essas cenas, esperar até ter a oportunidade de colocar no papel. Elas ficam se repetindo, repetindo num looping sem fim até que finalmente são devidamente registradas. Parece o burro do Shrek perguntando se já está chegando, sabe? Pois é...Voices in my head!!

Cada um se inspira de um jeito... e você? O que te inspira? Compartilhe! 

Na próxima reflexão, outro ponto que sempre acho intrigante: como os autores dão nome aos seus personagens? Como criam suas características?

(Um pouco sobre mim: advogada, casada, mãe de dois filhos e um cachorro, desde cedo sempre tive facilidade em escrever. Um professor de literatura chegou a me incentivar a seguir como escritora, maaasss, como, infelizmente em nosso país ainda são poucos os que conseguem viver de seus escritos, optei por uma outra carreira que pudesse “garantir o pão de cada dia”. Abandonei esse dom por muito anos, retomando no ano passado quando publiquei meu primeiro livro pela Amazon  ( Por onde ela esteve? – uma história onde romance e distopia se complementam) e gosto de pensar que não adiei um sonho, mas que todos os anos que passei advogando e trabalhando na área financeira ajudaram a me preparar melhor para esta tarefa. Tudo tem a sua hora! Acredite!)






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10 comentários

  1. Legal o trecinho no final para conhecer mais sobre quem escreveu o texto!
    E, como escritora (aspirante) eu também sou muito curiosa com essas coisas, sempre fico pensando se o meu processo criativo é parecido com o de mais alguém. A inspiração vem, bem como você colocou, de todos os lugares e coisas. De uma música, de uma cena de um livro ou de um filme, de uma cena da vida real. Vem de tudo e, muitas vezes, eu penso uma parte inteira de uma história por dias e dias, e só me sinto sossegada quando passo as ideias pro papel, para ficarem ali registradas. Às vezes nem é o próximo passo da trama que está sendo escrita, mas fica marcada na mente da gente e tem que sair! É sim, como você disse, voices in my head... rs
    xoxo

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    1. Confesso que fiquei com um pouco de receio de publicar o artigo desta forma e as pessoas acharem que eu sou maluca, mas vendo o seu comentário, fico mais tranquila! O processo criativo nunca é engessado, não é mesmo?

      Obrigada por ler e curtir o artigo e boa sorte com seus projetos!! :)

      Bj

      R.Perez

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  2. O meu processo criativo vem de algum acontecimento aleatório, um diálogo de um anônimo, uma mudança na rotina, uma música nova sempre é de grande ajuda. Quando a inspiração não vem por conta própria, eu obrigo a vir com ajuda de writing prompts, sabe? Eu não gosto de ficar muito tempo sem escrever, então tento sempre escrever alguma coisa, só pra não enferrujar e dar aquela praticada de sempre, né?
    Sobre personagens... Na maioria dos meus contos eles não chegam a ter nomes, mas a característica vem sempre primeiro. Aí depois me baseado em como eles são fisicamente, acaba saindo o nome perfeito, haha.

    Com carinho,
    Conto Paulistano.

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    1. Ah, música! Com certeza esse será um tema de mais um artigo que escreverei nessa série! E com relação aos writing prompts, escrever é como andar de bicicleta: a gente não esquece mas tem que praticar!

      Obrigada pelo seu comentário e fique de olho no próximo post.

      Bj

      R.Perez

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  3. Eu amo muito escrever. Antes de entrar na faculdade eu até cheguei a cogitar a possibilidade de cursar letras para ser escritora um dia, mas percebi que isso é algo que me dá muito mais prazer como hobby. Acabei parando na área de moda, que de certa forma envolve alguns aspectos da vida do escritor, como a constante busca pela criatividade e inspiração. Já que nenhum estilista cria apenas por ser bonito. As roupas do desfile contam uma história, descrevem um personagem e as possibilidades são infinitas. E percebi que o processo criativo do curso de moda me ajudou muito na escrita. Somos constantemente estimulados a pesquisar muito, estar sempre a par daquilo que acontece ao nosso redor, saber identificar padrões comportamentais e em uma disciplina eu tive inclusive que criar uma história, a qual me rendeu 17 páginas. E como eu queria uma coleção inspirada na grécia antiga, resolvi pesquisar sobre isso (história, mitologia, arte, sítios arqueológicos, arquitetura...) e e usar toda essa informação e dados coletados com base para a minha história. Acho que o mais importante para estimular a criatividade e a inspiração - pelo menos a minha - é sem dúvida a curiosidade, a qual sempre nos leva à pesquisa.
    Ah e adorei o post! Eu também sempre fico muito curiosa para saber como os escritores criam a sua história.

    https://itiskimby.wordpress.com/

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  4. Oi, Kimberly!

    Nossa! Que legal! Nunca conheci alguém dá área de moda e nunca me passou pela cabeça que era assim o processo de criação...Pirei!!
    E sem dúvida, a curiosidade é uma ferramenta poderosa para a criatividade e a inspiração. Na nova história que estou escrevendo, são retratadas algumas vidas da personagem o que me fez pesquisar - e muito! - sobre a Roma antiga, ciganos, idade média e as cidades em que se passam as histórias. Foi um prazer ler todo esse material já que a curiosidade falou mais alto. Até para descrever as roupas dos personagens tive que pesquisar a moda da época - um tal de pregnancy look (você deve conhecer melhor do que eu ;-))

    Bjs e não perca o próximo post!

    R. Perez






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  5. O meu processo criativo é um pouco aleatório, a ideia simplesmente surge -assim como você disse- em momentos não muito apropriados ou quando não estou preparada. Meu problema é que a ideia nunca chega madura, eu tenho flashes de cenas ou uma vaga ideia de acontecimentos e eu tenho que moldá-los. Para ser sincera, eu não sei lidar muito bem com isso, parece que ao sentar para moldar tudo fica muito vazio. Uso muito da minha vida para criar, principalmente quando estou no teatro, durante o curso, consigo usar muitas coisas. As minhas ideias borbulha, eu só preciso organizá-las.

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    1. Entendo perfeitamente, Cinthia. Milhares de ideias surgem na minha cabeça, mas nem todas eu consigo encaixar na trama. Por exemplo, estou escrevendo meu segundo livro que tem uma pegada bem diferente do primeiro (que é um romance com distopia) e algumas coisas que não usei no primeiro, estou usando neste. Além da prática, acho que também há o momento certo para encadenar as ideais. Mas não desista! Persevere que uma hora dá certo!

      bj

      R. Pérez

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  6. Estou indo ouvir essa música que você indicou porque me identifiquei logo de cara. Eu já falei com algumas poucas pessoas como me sinto quando não externo as coisas que andam acontecendo na minha cabeça: parece que realmente tem vozes gritando na minha mente! Eu não costumo mostrar para as pessoas o que eu escrevo, mas encontro em outros processos criativos formas de "aliviar" tudo que se passa.

    Ah, adorei esse trechinho no final... deu um ar mais de conversa ao texto <3

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    1. Oi, Luana.

      Obrigada pelo feedback!

      Comecei a escrever aos 17 anos, mas como tinha muita vergonha, somente uma amiga (amiga até hoje) é que lia os meus escritos. Nem mesmo minha mãe sabia... Como ainda tinha (e tenho) um pouquinho de vergonha, optei por publicar com um pseudônimo, assim, junto o útil ao agradável: não deixo de passar minhas ideias para o papel e ao mesmo tempo, não me sinto muito exposta ao utilizar o pseudônimo. Por enquanto, está dando certo!

      E em relação a música...adoro o trecho em que ela fala que o cara tenta "consertá-la" mas que ela prefere continuar "quebrada"...

      Se quiser conversar mais, me procura! Estou no wattpad como RPerezlivros e no instagram também como @rperezlivros.

      bj

      R.Perez

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